[ARTIGO] “Bla Bla Land”, por Caio Del Manto

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Bla Bla Land

Por Caio Del Manto (*) 

 

Na última década, o planejamento construiu um mundo mágico para chamar de seu. Esse era um lugar onde pudemos cantar nossos cases, dançar ao som de conferências e sapatear na cara da nossa pequena sociedade publicitária. Era um mundo colorido, com personagens que encantaram a todos com uma empatia poucas vezes vista.

E quando achamos que esse mundo tava chato, flutuamos no ar com ajuda dos nossos keynotes e referências engraçadas, sempre arrancando um sorriso de canto de boca da nossa audiência. Nos tornamos os mestres do storytelling (numa época que storytelling era coisa mais cool possível).

Assim como produtores de Hollywood, conseguimos inspirar mágica ao mesmo tempo que garantimos bilheteria. Assobiamos uma melodia romântica e fizemos consumidores nos seguirem em todo lugar com pesquisas alternativas. Vestimos roupas descoladas, mostramos que gostamos de jazz e nos tornamos, assim, as estrelas. Conquistamos um status incrível e colecionamos prêmios por onde passamos.

Vivemos por muito tempo em Bla Bla Land. Bla Bla Land era glamour. Bla Bla Land era pop. Bla Bla Land era tendência. Bla Bla Land era um lugar onde o céu era estrelado de LinkedIns perfeitos e apresentações inspiradores.

Amigos, tenha uma coisa a dizer: Bla Bla Land parece realmente linda mas acabou. Era muito fake pra parecer verdade. Foi como um balão colorido que estoura no final.

Vivemos por muito tempo como os reis do Bla Bla Bla. Nessa época, o Bla Bla Bla funcionava muito bem. Tempos românticos que não voltam mais. E, assim como no filme, essa época só trouxe um gosto meio amargo no final.

Planejamento não funciona mais da mesma forma. Hoje é preciso trabalhar de verdade, chafurdar na lama de dados, enfiar a cara nas planilhas de negócio, usar o lado lógico do cérebro de verdade. O Bla Bla Bla virou só uma cereja no bolo, fácil de desmoronar se a base não estiver realmente sólida.

O fato triste é: enquanto deslizávamos ao pôr-do-sol, muita gente desenvolveu skills que poderiam ser nossos se estivéssemos de olhos abertos e pés no chão. A criação virou estratégica. O atendimento evoluiu e achou seu lugar. A mídia se tornou a figura estratégica do nosso negócio. Eles que mudaram mais: foram capazes de dominar a arte da performance, de usar dados para conectar necessidades do consumidor com métricas de negócio, combinadas com percepção de marca e dados de social. Eles foram capazes de provar a efetividade da comunicação em todos âmbitos. Enquanto isso, o planejamento continuava cantarolando seus manifestos por aí.

‘ROI’, que 9 entre 10 planejadores achavam um ‘papo chato’ há alguns anos atrás, virou a estrela do nosso negócio. Não entender de ROI nos torna cada vez mais irrelevantes nesse mundo. Portanto, se você ainda está ensaiando sua coreografia romântica, acho que deve repensar seu papel. Não basta mais ser o rostinho bonito do mercado. Precisamos e podemos ser muito mais que isso.

Agora, se você já voltou ao chão, posso te dizer uma coisa: você tem a oportunidade de criar um novo hit do mercado. O GP acabou de lançar um curso foda e nunca antes feito: ROI para planejadores. Corre lá porque as vagas são limitadas.

Parece que as estrelas estão voltando a brilhar pra você.

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(*) Caio Del Manto é Head de Planejamento da CP+B.

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